Eu guardo um coração calcificado
nas chamas da fogueira Solidão,
protejo o meu segredo sufocado,
não tenho nem mais fé, nem mais razão...
Pois este coração que me foi dado
só quer me obedecer na condição
que eu peque todo tipo de pecado,
que eu ceda aos descaminhos da Razão...
Mas não! Não quero mais essa carência
da Solidão e da Dor, desses momentos
tão longe de qualquer clara evidência!
Mas sejam nossos simples sentimentos
estrelas explodindo Consciência
na eterna dispersão dos Desatentos...
10 comentários:
Que lindo descrever da solidão. Magnífico soneto. Um feliz feriadão. Luz e paz. Abs
Valeu, Sonya 😊
Guardo no fundo do meu uma vontade de vida, de pulsar em busca de iluminá-lo de novo. Florescer. Precioso é o nosso coração. Ele é tanto. Nos ajuda a caminhar.
A imagem da consciência explodindo como estrela em meio à solidão é pura maestria poética. Parabéns.
Obrigado, Antônio 😊
oi, Milene. Obrigado pela presença 😊
Perfeito
Obrigado 😊
Que soneto de uma força dramática e de um rigor formal impressionantes, amigo Davi! É um verdadeiro banquete para quem aprecia a poesia bem metrificada, rimada e carregada de uma densidade filosófica que põe em xeque as dualidades da alma humana. parabéns, um fraterno abraço!
Obrigado, Antônio 😊
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