Que saudade de morrer — a noite desce,
por que nada que dói a gente esquece?
Ah, que apoteose seria, que porcaria
gofar meu sangue em versos de alegria!
Que amargor me amarra a boca agora
rezando baixo pela última hora,
que ladainha sem fim, que rebordosa —
a vida é bela — eu sei — e mentirosa...
4 comentários:
A dualidade que quem vive e sente, e carrega no coração e nos versos. Sensacional!
Gostei muito do poema Davi, achei intenso, sincero e corajoso. Como sempre você consegue transformar dor e ironia em versos fortes, sem perder a beleza da linguagem. Sou teu fã, cara!
Valeu, Fernandez 😊😊😊😊
Obrigado, MAJU😊
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