2.1.26

Stims XXI

Que saudade de morrer — a noite desce, 
por que nada que dói a gente esquece? 
Ah, que apoteose seria, que porcaria
gofar meu sangue em versos de alegria!

Que amargor me amarra a boca agora 
rezando baixo pela última hora, 
que ladainha sem fim, que rebordosa —
a vida é bela — eu sei — e mentirosa...

4 comentários:

maju disse...

A dualidade que quem vive e sente, e carrega no coração e nos versos. Sensacional!

Fєrnαndєz ♠♠ disse...

Gostei muito do poema Davi, achei intenso, sincero e corajoso. Como sempre você consegue transformar dor e ironia em versos fortes, sem perder a beleza da linguagem. Sou teu fã, cara!

Davi Machado disse...

Valeu, Fernandez 😊😊😊😊

Davi Machado disse...

Obrigado, MAJU😊