Que saudade de morrer — a noite desce,
por que nada que dói a gente esquece?
Ah, que apoteose seria, que porcaria
gofar meu sangue em versos de alegria!
Que amargor me amarra a boca agora
rezando baixo pela última hora,
que ladainha sem fim, que rebordosa —
a vida é bela — eu sei — e mentirosa...
2.1.26
Anemocoria
Os Ventos te levaram pelas horas,
tão leve e displicente – verso e prosa,
tão crível quanto o riso das senhoras,
tão lúdica, perene e luminosa...
Os Ventos te levaram, mas demoras
tão longe, tão dispersa e deslumbrosa,
vermelha como o gosto das amoras,
vibrante como a pétala da rosa...
Os Ventos te trouxeram — Direção...
mas eu, que só andava à contramão,
que nunca te encontrei pelo caminho...
Os Ventos te trouxeram — Coração
pulsando um novo tempo e devoção,
nas juras de Amor e de Carinho...
tão leve e displicente – verso e prosa,
tão crível quanto o riso das senhoras,
tão lúdica, perene e luminosa...
Os Ventos te levaram, mas demoras
tão longe, tão dispersa e deslumbrosa,
vermelha como o gosto das amoras,
vibrante como a pétala da rosa...
Os Ventos te trouxeram — Direção...
mas eu, que só andava à contramão,
que nunca te encontrei pelo caminho...
Os Ventos te trouxeram — Coração
pulsando um novo tempo e devoção,
nas juras de Amor e de Carinho...
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